Repugna-me admiti-lo, mas devo a Kadhafi algumas das melhores recordações da minha vida. Timbuktu todo limpo e enfeitado, um mar de tendas no deserto, ter sido hóspede de uma família tuaregue, convidada para celebrações e corridas de camelos, ter o museu aberto de propósito para nós vermos os manuscritos, as ruas povoadas de cavalos pintados e enfeitados, as Chamas da Paz (horrendas mas plenas de simbolismo) ao por do sol.Coincidiu a minha visita a Timbuktu com o Mawlid, o aniversário do Profeta, celebrado naquele ano naquela cidade sob o patrocínio de Kadhafi. Assim se cruzaram os nossos caminhos. Literalmente. Não lhe estou grata pelo patrocínio destes momentos inesquecíveis e intocados pela sua perfidez e desejo-lhe uma morte lenta e cruel.AL
eu, se fosse mais novo, gostava era de conhecer essa beldade cristã que se passeia pelas fotos, qual personagem do Paul Bowles (esse escritor muito, mas mesmo muito, conservador que vai escapando ao crivo do correctismo pré-jasminesco)