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Correndo o risco de irritar novamente o meu querido co-bloguista JPT ecoando o (ler agora em carinhoso tom irónico) calendário sacro-ateu da paranóia das causas justas em cada dia, venho hoje assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher. Embora não reze no altar das Nações Unidas, diz o seu missal que a nível mundial uma em cada três mulheres é vítima de violência ao longo da sua vida.Os dados para Portugal são igualmente assustadores; podem ser consultados aqui e dizem que cerca de seis mulheres por semana são vítimas de crimes contra a vida . Saliento que os dados nesta tabela referem-se a agressões físicas e não verbais; estivessem os berros, insultos, os “não prestas para nada”, etc, incluídos nas estatísticas e estas seriam ainda mais assustadoras.Para juntar insulto a injúria e correndo novamente o risco de me ver na ponta da ira do meu colega co-bloguista (mas que desejo pelo abismo eu tenho hoje!), deixo aqui o link a um post da Joana Vasconcelos no seu blog É tudo gente morta.Outros links que penso interessantes se quiser ler mais sobre o assunto:AMCV - Associação das Mulheres contra a ViolênciaAPAV - Associação Portuguesa de Apoio à VítimaBlog Borboletas nos Olhos
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[/caption]Chegou-me hoje ao conhecimento através do Facebook um blog que fui espreitar. Depois de ler o post que lá me levou já não me apeteceu ler mais e perdi-me em reflexões sobre esta coisa do multiculturalismo. Pensei: a minha cultura, não faz ela parte do multiculturalismo? Não merece ela igual defesa que a cultura dos outros? Faz parte da minha cultura ser tolerante e solidária, mas quer isso dizer que tenho também que dar tiros nos pés? Se respeito a cultura dos outros, estarei errada quando reclamo igual respeito para a minha? Apreciar esse respeito, e exigi-lo até, faz de mim uma fascista xenófoba e racista (perdoem o pleonasmo)?Não me interpretem mal: eu sou a favor da emigração e da mistura de povos e culturas (mesmo das diferentes “culturas” que habitam dentro da minha); gosto de ouvir os diferentes sotaques de português; gosto de provar novas comidas, conhecer músicas diferentes, saber de outras tradições e costumes. É todo um mundo de possibilidades e vivências que se abre perante mim. Enriquecem-me estes contactos. Mas o respeito para mim é uma via de dois sentidos ou então deixa de ser respeito e passa a ser uma arrogância transvestida de respeito, a qual eu não esposo; o respeito para mim pressupõe igualdade e não desequilíbrio de patamares. Bater na tecla da euro-culpa/euro-justificação (ou da americano-culpa/americano-justificação) perante os males do mundo parece-me falacioso e assentar no síndrome paternalista do bon seigneur. O que se me afigura exactamente como a negação do multiculturalismo.Não seria mais produtivo cultivar a tolerância e a solidariedade dentro da minha própria cultura, em vez de me arvorar em arauto defensor da cultura dos outros? Como posso pretender defender o multiculturalismo e escrever "É que eu dos Alemães espero tudo"*? Um amor que já foi meu dir-me-ia é o Zeitgeist querida. Ao que eu responderia: nanja eu!* comentário escrito pelo dono do blog, em resposta a outros comentários
Um dos meus fortes será talvez a memória que tenho das minhas vidas, mas em detalhes deixo muito a desejar. Quer dizer, nalguns detalhes. Cores, sabores, cheiros, sentimentos, repastos, momentos, pessoas (algumas) ficam facilmente retidos; datas, nomes, rostos tendem a esvanecer-se mais ou menos rapidamente. Lembro-me de histórias de vida sem me lembrar dos nomes de quem as viveu; recordo momentos tendo uma vaga ideia do local; retenho rostos sem nomes e nomes sem rosto. A minha memória parece um mundo de matizes alzheimerianos.Momentos embaraçosos têm sido vários ao longo da minha vida, particularmente com figuras públicas. Aqui há dois anos (não garanto o rigor do tempo) estava eu numa festa em Moçambique, muito animada num círculo de amigos em amena cavaqueira. Intrigava-me um rosto; familiar, muito familiar mesmo, mas cujo conhecimento não conseguia localizar. Acabamos por ficar os dois – eu e o familiar desconhecido – retidos num diálogo interessante. Conversa puxa conversa e eu às tantas não me contive. Falámos de cidades que ambos tínhamos visitado e concluímos que tínhamos estado os dois há relativamente pouco tempo em Nova Iorque. Pensei, é daí que o conheço de certeza. Convencida de que tinha estado com ele nalguma conferência ou seminário, pergunto-lhe frontalmente: Oh Nuno, o Nuno conhece-me não é? Conhece-me de onde? Esteve nalguma das minhas conferências, foi?, pergunto eu segura de ter finalmente localizado a familiaridade do rosto e da voz. Ao que o Nuno responde com um sorriso divertido e perante o riso já indisfarçado dos circundantes: Acho que não Ana, é mesmo a primeira vez que a vejo. Eu é que até há pouco tempo fui Ministro de.... e é portanto compreensível que a minha cara lhe seja familiar.Momentos destes tenho mais, muitos mais. Vem isto a propósito de quê? É que faz hoje um ano (e uma semana!) que me estreei no maschamba. Sabia a minha memória que tinha sido Novembro mas desconseguiu de reter o dia. Foi um ano cheio: trouxe-me um neto e uma neta; uma viagem à Índia; um amor inesquecível (e outros que não quero recordar); bolinei para sul na costa portuguesa; atravessei o estreito de Gibraltar durante uma tempestade; fiz amizades novas e estreei desafios. Foram 101 posts de vida.
Carlos Alberto Xirinda é o Actor/Encenador deste monólogo “90% mímico com músicas de: Celso Palco, Vanessa Mae, Ghorwane, Mbira Dzanharira e Sharil Puntumago e poesia de: Adelino Temóteo”.A sinapse diz:O Cossa não consegue desenvolver porque os espíritos querem trabalhar com ele ao que ele se recusa.E como castigo ele se torna agressivo. A mulher é vítima de espancamentos e sexo violento sempre que ele bebe.Depois de assumir os espíritos como seus aliados os caminhos se abrem de uma forma bem sucedida mas devido a bebida e mulheres....Promete ser interessante. Assim estivesse eu em Maputo ...A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.