Sexta-feira, 28.01.11
Fui hoje de manhã acordada por uma chamada de um senhor (muito simpático) do meu banco a informar-me que a minha conta “apresenta um saldo devedor de” .... entrem aqui os tambores a rufar ... de ... e agora pasmem! ... 5,20 euros! Sim, leram bem: cinco euros e vinte cêntimos. Ainda meia a dormir nem reacção adequada tive e só depois de desligar é que me interroguei de onde viria a dívida.
Tenho uma conta normal com um simples cartão multibanco, não requeri credito pessoal e não tenho cartão de crédito. Isto é, só posso movimentar dinheiro que esteja efectivamente na conta. Fui consultar o site e verifico então que os 5,20 euros se referem a “taxas e comissões”, isto é, a despesas de manutenção da conta e que revertem a favor do banco. Foi o banco portanto que me debitou a conta e que está a cobrar-me juros sobre o saldo devedor de 5,20 euros, que eu nem autorizei.
Lamento estar a dever tão pouco. Porque penso que estivesse eu a dever, sei lá, um milhão por exemplo, certamente não me acordariam com um telefonema. Talvez me convidassem para almoçar para durante o almoço rever taxas de juro e possíveis faseamentos da dívida. Ou, se devesse ainda mais, talvez nem me incomodassem tout court e convencessem uma outra instituição bancária a comprar-me, quem sabe?, umas putativas acções sobrevalorizadas, cujo preço de venda cobrisse a dívida e talvez ainda sobrasse algum para mim. E no meio disto, talvez uma clausulasinha que me permitisse readquirir as ditas acções daqui a uns anitos, não ao preço sobrevalorizado desta venda, nada disso!, mas sim ao preço de mercado que na altura tiverem e que, mesmo assim, se prevê que seja menor que o valor pela qual foram vendidas agora.
Alguém me sabe explicar como é que se contraem dívidas enormes junto da banca? É que dava-me cá um jeitão ...
PS: qualquer associação do que acima se escreve com pessoas ou factos reais não passa de pura coincidência
AL
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