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maschamba



Sexta-feira, 10.06.11

Camões em discurso directo

Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo
Jurando de não Mais em Outra Ver-meComo quando do mar tempestuosoO marinheiro todo trabalhado,De um naufrágio cruel saindo a nado,Só de ouvir falar nele está medroso;Firme jura que o vê-lo bonançosoDo seu lar o não tire sossegado;Mas esquecido já do horror passado,Dele a fiar se torna cobiçoso;Assi, Senhora, eu que da tormentaDe vossa vista fujo, por salvar-me,Jurando de não mais em outra ver-me;Com a alma que de vós nunca se ausenta,Me torno, por cobiça de ganhar-me,Onde estive tão perto de perder-me.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"AL

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por AL às 23:49


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