
Ontem fomos
lá, eu e o JPT, finalmente juntos em technicolour e ao vivo em Maputo. Chegámos com um ligeiro atraso mas a ocasião pedia comparência. Foi inaugurada a exposição “Ricardo Rangel e o Jazz”, um conjunto de retratos do jazz – de Miles Davis a Mário Laginha. A preto e branco e com o cunho
rangelista. O local é a Galeria Kulungwana, lá em baixo nos CFM, logo a seguir ao restaurante-bar mais bonito do hemisfério sul – o Kampfumo.Mesmo ao lado seguiu-se um dos melhores concertos jazz a que assisti ultimamente. Maputo Jazz de sua graça consta de um sortido de músicos fabulosos sob a batuta do professor Orlando da Conceição – mano velho versado nestas lides. A eles juntou-se primeiro a voz de Irina, moçambicana cheia de swing e dona de uma voz para a qual não encontro adjectivos adequados. Depois foi a vez da Elinna, que veio da Finlândia para nos encantar com o seu canto e a sua dança.A noite estava amena, a lua ainda ia cheia e o vento aquietou-se para que nada perturbasse o ambiente. Os amigos, recentes e mais antigos, eram muitos e reinava a boa disposição. Os aperitivos foram fartos, variados e gostosos. O único senão? Não havia chamussas. (Ou chamuças, vá!)ALPS: sim eu sei que a foto está toda desfocada, não tem qualidade iada-dada-dada, mas foi o que consegui. Lá diz o povo: quem dá o que tem .... fica sem nada