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maschamba



Sábado, 22.01.11

O ritmo dos dias

Aqui há dias youtubava eu pela noite fora num manifesto acto de procrastinação quando dou com este vídeo, já postado noutros sites e que agora aqui deixo. Gosto da forma como este vídeo associa o ritmo às actividades do quotidiano; ecos de tarefas diárias longas, duras e fisicamente exigentes. Ritmadas no esforço da conclusão. Gosto da forma como nos mostra que mais “do que no sangue” se encontra o ritmo "africano" no suor da vida. Gosto da forma orgânica com que ilustra a arte deste povo. “Tout est du rythme”.“A nossa cultura vai perdurar; não se vai perder”, diz-se no fim. Acredito que sim, ainda que não em ilusões de carácter estático. Tenho para mim que nem as culturas são estáticas, nem as comunidades africanas (como esta aqui retratada) ou outras, devem ser museus vivos para deleite de turistas e documentaristas. A estes ritmos outros se adicionarão certamente quando o milho deixar de ser pilado e a farinha puder ser adquirida ao balcão de uma qualquer banca. Ou quando o tlim-tlim dos ferreiros for substituído pelo bru-á-á de uma qualquer maquinaria. Mudam-se os ritmos, mudam-se as vontades.Com toda a certeza haverá quem lamente. Eu, montada aqui no meu confortável sofá etnocêntrico, não tenho assim tanta certeza de me juntar ao coro.AL

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por AL às 02:29


1 comentário

De De primeira água | ma-schamba a 25.09.2011 às 03:41

[...] outro post aqui deixado referi a associação do ritmo a actividades do quotidiano. Não existe movimento sem [...]

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