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maschamba



Quinta-feira, 06.10.11

Ainda sobre identidade(s)

 
We had not been prepared to find the cosmologies of our universe so skewed. In California, where I was obsessed with Middle East politics and he was obsessed with the Iranian national soccer team, we had assumed, here, in this country where people could pronounce our names, our world would expand. Instead, we felt constricted, Everywhere, it seemed, there were barriers. Of thought and behaviour, of places and time. And most dizzying of all, a culture of transgression that could only be learned through firsthand experience. For women, these were eternal limits on dress and comportment, but they could be flouted easily - in the right neighbourhood, at the right time of the day or night, in the right way. Young people also faced endless prohibitions, but these too could be circumvented, with the right verbal pretexts, at the right time, in the right places.Ignorance of this culture made you a victim, marooned at home with bad Islamic television. Knowing how to navigate its rules gave you freedom, to choose a lifestyle as sedentary or riotous as you pleased. As newcomers, Daria and I were familiar with a simple, American sort of freedom. Confronted with an oppressive system, we instinctively viewed the Iranians around us as victims, because armed with only our knowledge of California highways and the mall, we had not the slightest idea how to exercise freedom, Tehran-style. We couldn't conceive of a life where you forcibly took your rights, through adept arguments and heaps of attitude. Where you lived "as if" the rules didn't exist, and took the skirmishes for granted. And so it felt that in Tehran, even the sky shrank, the streets twined in mazes and the whole of existed retreated under imposing barriers.Life in America came with its own frontiers, but they were familiar, and from the vantage point of Tehran, seemed more subtle, more bearable... The barriers here were overwhelming, in your face, physical and visual. There were walls and partitions, dour billboards and angy-looking pasdars[guardas da moral e costume],around all the time to enforce them ... In America, I hadn't learned really to scale the barriers. They were political and amorphous, and often I felt they only existed only in my head, that I created and carted them about myself. For now, these Iranian barriers frightened me. They produced incessant confrontations between people itching to scream at one another, escalate, and let loose the brew of anger and resentment inside.
AL

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por AL às 12:47


5 comentários

De Lowlander a 11.10.2011 às 17:24

Sim, sei o que descreve, se bem que, talvez um pouco paradoxalmente, comigo a fluencia com uma lingua estrangeira levou-me a querer aprimorar o meu Portugues (se foi com sucesso e outra conversa, a vontade e os esforcos sao um facto) e a alargar o meu vocabulario, porque nao queria cair na armadilha facil de enfiar neologismos a torto e a direito quando ha palavras portugusas adequadas.
Mas sim, tambem conclui que ha coisas que nao sao verdadeiramente traduziveis.

De Lowlander a 11.10.2011 às 17:31

"Talvez por isso nao me sinta verdadeiramente integrada em parte alguma. O que nao e’ mau, repare, alarga-me os horizontes e se or um lado nao me sinto em casa em parte alguma, sinto que tenho casa em todo o lado"

Aha! Isso do ser bom ou mau acho que da pano para mangas... isto e, uso exactamente a mesma justificacao que a AL para dizer a quem quiser ouvir que nao e uma ma experiencia.

Mas... diz o advogado do diabo baixinho e com voz melifula: se nao e mau, porque e que temos de nos esforcar a justificar a bondade da coisa? Se nao e mau, porque este reflexao, remoer sobre a falta de casa, este "desencaixe"? Nao estaremos a tentar racionalizar frustracoes?

Pessoalmente nao tenho forma de saber qual a resposta certa. Apenas posso esperar que a ser mau, ao menos que seja um mal necessario.

De AL a 11.10.2011 às 18:47

O que eu queria dizer e' que para mim e' bom; vejo-o como uma coisa positiva. Mas compreendo que para algumas pessoas esse sentimento de errancia possa ser um incomodo. Alias, conheco pessoas para quem este desconforto e' real e o livro acima e' sobre isso mesmo, sobre o experienciar essa "lacuna" identitaria como algo negativo.
Quanto a lingua, pois... concordo consigo e diria mesmo que uma das razoes que me levaram a comecar a escrever aqui e' precisamente habituar-me a escrever em portugues uma vez que nunca o tinha feito.

De AL a 11.10.2011 às 10:07

Este livro e' muito interessante a varios niveis e ela aborda precisamente tambem o problema da (falta de) fluencia da lingua supostamente materna - o farsi neste caso - como factor de alienacao. Eu sou fluente em 3 linguas e ainda que o portugues seja a minha lingua mae, ha coisas que so com outras linguas consigo exprimir da forma que sinto corresponder exactamente ao que pretendo. Talvez por isso nao me sinta verdadeiramente integrada em parte alguma. O que nao e' mau, repare, alarga-me os horizontes e se or um lado nao me sinto em casa em parte alguma, sinto que tenho casa em todo o lado

De Lowlander a 11.10.2011 às 09:57

Muito bom.
E a lingua? Na minha experiencia pessoal a principal diferenca entre uma integracao numa sociedade diferente e a rejeicao da mesma (falo aqui de amigos e conhecidos imigrantes) foi a fluencia na lingua local.

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